terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Onde termino se não sei começar.

O arquiteto, ou arquitetandos, como tantos vivemos a tentar, não só busca fazer existir um projeto, mas também se fazer ali existir.

Podemos nos desbravar em compasso, transferidores e réguas ”T”, computadores de última geração ou meras sedinhas de guardanapeiras de BAR, fazemos mãos de artefatos e ferramentas, plugins e renderizadores para nos armar e desbravar espaços vazios que insistem a ocupar nossa imaginação, ou não me diga que o cansaço das batalhas não lhe deu um branco nupcial.

Nietzsche, interpreta o sentido da disputa de um modo muito perspicaz: detecta a transformação do espírito da luta, presente no plano das ações cotidianas, para a dimensão universal, tornando-se assim um princípio cosmogônico.

A disputa com seu rival, seja qual for, preza por um contra argumento helenístico, visto que para todos os sentidos que vamos há sua contramão, de diferentes origens, materiais ou forma, tudo gera, nem que míseros, atritos. Quando há esse contato, gera uma resultante que pode mudar sua forma, seu estado e seu espírito. Como uma gleba ociosa que enigmaticamente lhe provoca a ocupá-lo, que te remete a pensar a condição, de quem ocupa o que, você ocupa o espaço ou ele ocupa você.

Mas se não vê a saída, comece abrindo uma janela.

Caso a esperança falte aos nossos corações, só a revolução pode nos salvar.


Rafael Porto

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